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15 JUN

13:00

Otimizando o Tempo Operacional

Lince

Frequentemente ouço as pessoas se queixarem de falta de tempo para realizarem suas atividades. Dizem não ter tempo para dar conta de todo o trabalho pendente, para realizar atividades físicas, e para ficar com a família. E repetem constantemente e de forma sofrida que o passado não volta e se perdeu. Seria possível então mudar essa perspectiva?

Há uma máxima que diz que devemos viver o hoje, o “aqui e agora”. Não é por mero acaso que essa expressão é dita com frequência, ela ajuda a melhorar a perspectiva pela qual enxergamos o mundo atuando no presente e aprimorando nosso entendimento do passado e do futuro.

Algumas linhas filosóficas e da psicologia entendem que o presente é o único tempo que existe por ser somente nele que podemos atuar. O futuro seria uma mera projeção do que realizamos no hoje e o passado é atualizado pelo viés de como nós o analisamos no presente. Isso quer dizer que nossas emoções e nossa visão de mundo do presente repensam o passado de forma a adaptá-lo em nossas memórias. Isso pode ser observado quando superamos um trauma e passamos a lidar melhor com as situações relacionadas àquilo que tanto nos fazia mal.

Uma forma bem interessante de como isso pode ser aplicado ao cotidiano é o lema do NA e do AA (Narcóticos e Alcoólicos Anônimos, respectivamente): “só por hoje”. Essa máxima visa restringir a luta a uma causa diária para que não fiquemos vulneráveis a possíveis erros do passado e tampouco nos desanimemos com a dimensão dos desafios futuros.

Outra maneira que descobri recentemente para lidar com o problema em questão foi ao ler um trecho de um livro chamado A Tríade do Tempo, em que o há uma divisão do nosso tempo em três: importante, urgente e circunstancial. O primeiro se refere a atividades que envolvem elaboração e aplicação dos nossos planejamentos para o dia e para a vida como um todo. O segundo abrange a esfera de atividades em que não há como se preparar para executar, pois precisa de aplicação imediata. E o terceiro aborda o tempo ocioso.

A melhor maneira de utilizar dessas três esferas, segundo o livro, seria gastando cerca de 70% do tempo em atividades que envolvam aplicação e planejamento de vida, 20% em atividades urgentes, por serem da ordem do inevitável, e apenas 10% de forma ociosa. E isso pode ser organizado diariamente para o período do dia ou semana de trabalho.

Se começarmos a organizar melhor nosso tempo efetivo, poderemos relaxar mais para aproveitar os momentos em família e com os amigos sem nos queixarmos do rumo de nossas vidas, pois saberemos estar trabalhando de forma organizada – mesmo que os resultados ainda não tenham aparecido – e sem nos culparmos porque deveríamos estar realizando alguma tarefa. O presente se faz mais prazeroso quando sabemos que nos livramos das amarras passadas e que o futuro está sendo planejado cotidianamente. 

 

Vitor Sandrini de Assis

CRP 16/2794

Psicólogo Clínico, Analista do Comportamento e especialista em Transtornos Mentais e Dependência Química.

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